Pretas por Salvador é uma candidatura inter-religiosa: somos duas mulheres candomblecistas (Laina Crisóstomo e Gleide Davis) e uma evangélica (Cleide Coutinho). Nos unimos em prol de uma sociedade que respeite as diferentes religiões e crenças. Defendemos o Estado laico e a liberdade religiosa, que é garantida por lei, mas não está ainda assegurada em nosso país.

Pelo contrário: vivemos tempos de muitos ataques. A maioria deles, mais de 70%, é contra religiões de matriz africana, como mostra o levantamento do Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (CEPLIR). As violências vão de agressões verbais e preconceituosas a invasões de terreiros e destruição de objetos sagrados. Isto é inadmissível e criminoso!

Trata-se de racismo religioso, institucional e também ambiental, porque a especulação imobiliária e a destruição do meio ambiente tem dificultado e até mesmo impedido a continuidade de cultos e oferendas em determinadas localidades. Sabemos que o candomblé é uma religião profundamente vinculada à natureza. Por isso, nos somamos às lutas pela preservação das matas, do mar, das árvores e das nascentes em nossa cidade.

Entre o campo progressista, onde nos incluímos, vemos muito preconceito às religiões evangélicas. Não toleramos qualquer discurso de ódio!

Para nós, o Estado não deve ter nenhuma religião e sim promover o respeito a todas!

Conheça nossas propostas:

- Atuar pela regularização fundiária dos terreiros. Isto permitirá a preservação dos espaços sagrados e assentamentos e também possibilitará o acesso pleno a garantia constitucional de imunidade de tributos e a isenção de taxas que é direito de todos os templos religiosos;

- Fiscalizar a implementação nas escolas municipais das Leis 10.639 (que estabelece a obrigatoriedade do ensino de "história e cultura afro-brasileira" dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio) e 11.645 (que inclui a obrigatoriedade do ensino também da história indígena);

- Revogar o “Dia Municipal de Conscientização Anti-aborto”, aprovado em 2015 pela Câmara Municipal de Salvador, que representa um ataque aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Nós defendemos a descriminalização do aborto para que nenhuma mulher seja nem presa, nem morta em razão da interrupção da gravidez. E também a legalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação.

Categorias: Propostas

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *